Como identificar a menopausa precoce

Você sabe o que é menopausa precoce? A menopausa é um período marcante da vida da mulher, em que ocorre a cessação definitiva da menstruação e da ovulação, marcando o fim da sua fase reprodutiva. A menopausa costuma acontecer entre os 45 e 55 anos de idade, sendo a média 51 anos. No entanto, algumas mulheres podem entrar na menopausa até mesmo antes dos 40 anos, o que é chamado de menopausa precoce.

A menopausa precoce pode ter diversas causas, como fatores genéticos, cirurgias, doenças autoimunes, quimioterapia, radioterapia, tabagismo, entre outras.Além de afetar a fertilidade e a autoestima feminina, a menopausa precoce também pode aumentar o risco de problemas de saúde, como osteoporose, doenças cardiovasculares, depressão e diabetes.

Por isso, é importante saber como identificar a menopausa precoce e procurar ajuda médica para ter o diagnóstico e fazer o tratamento adequado. Hoje vamos mostrar quais são os principais sintomas, exames e opções de tratamento para a menopausa precoce.

Sintomas da menopausa precoce

Os sintomas da menopausa precoce são parecidos com o da menopausa comum, mas podem ser mais intensos e repentinos, devido à queda brusca dos hormônios sexuais femininos. Os principais sintomas são:

  • Irregularidade ou ausência da menstruação, por mais de três meses consecutivos;
  • Ondas de calor, que são sensações súbitas de calor no rosto, peito e pescoço, acompanhadas de vermelhidão, suor e palpitações;
  • Suores noturnos, que podem atrapalhar o sono e causar cansaço, dificuldade de concentração e irritabilidade;
  • Secura vaginal, provocando dor, ardor e sangramento durante as relações sexuais;
  • Diminuição da libido, ou seja, do desejo sexual;
  • Queda de cabelo, pele seca e unhas fracas;
  • Alterações de humor, como tristeza, ansiedade, nervosismo e baixa autoestima;
  • Perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose e aumentar o risco de fraturas;
  • Alterações no metabolismo, favorecendo o ganho de peso e podendo aumentar o colesterol e o surgimento de diabetes.

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Diagnóstico da menopausa precoce

O diagnóstico da menopausa precoce é feito pelo ginecologista, que avalia o histórico menstrual, os sintomas e os fatores de risco da mulher. Para isso são solicitados exames de sangue para medir os níveis de hormônios, como o FSH, o estradiol e a prolactina. O FSH é o hormônio que estimula os ovários a produzirem óvulos e estradiol, o principal hormônio feminino. Na menopausa precoce, o FSH está elevado e o estradiol está baixo, indicando a falência ovariana. A prolactina é o hormônio que estimula a produção de leite materno e pode ficar alterada em algumas condições que causam a menopausa precoce, como tumores na hipófise.

Outros exames que podem ser solicitados são a ultrassonografia pélvica, para avaliar a anatomia e a função dos ovários, e o teste de gravidez, para descartar essa possibilidade, já que a ausência de menstruação é um dos primeiros sinais de gestação.

Tratamento da menopausa precoce

O tratamento da menopausa precoce é para aliviar os sintomas, prevenir as complicações e melhorar a qualidade de vida da mulher. As principais opções de tratamento são:

  • Terapia de reposição hormonal (TRH), que consiste na administração de estrogênio e progesterona, por via oral, transdérmica ou vaginal, para repor os hormônios que estão em falta e assim reduzir os sintomas da menopausa precoce. A TRH também ajuda a prevenir a perda de massa óssea e o risco de doenças cardiovasculares. No entanto, a TRH pode ter efeitos colaterais, como sangramento, náusea, dor de cabeça, inchaço e aumento do risco de câncer de mama e de endométrio. Por isso, a TRH deve ser prescrita e acompanhada por um médico, que vai avaliar os benefícios e os riscos para cada caso;
  • Medicamentos não hormonais podem ser usados para aliviar sintomas específicos, como os antidepressivos, que ajudam a controlar as ondas de calor e as alterações de humor, os lubrificantes vaginais, que melhoram a secura vaginal e a dor nas relações sexuais, e os suplementos de cálcio e vitamina D, que agem fortalecendo os ossos e previnem a osteoporose;
  • Estilo de vida saudável, que inclui hábitos como alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, cereais integrais, gorduras boas e proteínas magras, e pobre em açúcar, sal, gorduras saturadas e trans; exercícios físicos regulares, que ajudam a manter o peso, a massa muscular e óssea, a saúde cardiovascular, o humor e a autoestima; hidratação adequada, que evita a desidratação e a secura da pele e das mucosas; cessação do tabagismo, que é um dos fatores de risco para a menopausa precoce e para diversas doenças; e redução do consumo de álcool e de cafeína, que podem piorar os sintomas da menopausa precoce, como a insônia, as ondas de calor e a irritabilidade.

A menopausa precoce é uma condição que afeta e torno de 1% das mulheres antes dos 40 anos, causando o fim da menstruação, da ovulação e da fertilidade, além de diversos sintomas e complicações de saúde. O diagnóstico é feito pelo ginecologista, com base na história clínica, nos sintomas e nos exames de sangue. O tratamento depende das causas, dos sintomas e das expectativas da mulher, e pode envolver terapia de reposição hormonal, medicamentos não hormonais e mudanças no estilo de vida. O apoio psicológico também é importante, principalmente para as mulheres que desejam engravidar, pois a menopausa precoce pode causar impacto emocional e afetar a autoestima e a qualidade de vida.

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